quinta-feira, 15 de setembro de 2022
“Eu queria cantar para dentro de alguém, sentar-me junto de alguém e estar aí. Eu queria embalar-te e cantar-te mansamente e acompanhar-te ao despertares e ao adormeceres. Queria ser o único na casa a saber: a noite estava fria. E queria escutar dentro e fora de ti, do mundo, da floresta. Os relógios chamam-se anunciando as horas e vê-se o fundo o tempo. E em baixo ainda passa um estranho e acirra um cão desconhecido. Depois regressa o silêncio. Os meus olhos, muito abertos, pousaram em ti; e prendem-te docemente e libertam-te quando algo se move na escuridão." Rainer Maria Rilke
"Era feliz. Nunca percebemos quando estamos felizes, Angela, e perguntei-me por que a assimilação de um sentimento tão benévolo nos enc...
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"(...) Estão terrivelmente sozinhos os doidos, os tristes, os poetas." “Amargura”, de Hilda Hilst, no livro “Da poesia”. - 1ª ed. ...